Queria conseguir por em letras o que penso, opino, vejo, planejo.
Mas as palavras fogem, vão pra longe…No alto das montanhas.
Para as montanhas não existem palavras. Somente a visão faz florescer sensações, sentidos, pensamentos, e isso basta.
Montanhas não precisam de palavras. Assim como a praia, o beijo, o abraço, o silencio.
O silencio é a própria palavra, diz tudo.
Mas o silêncio só, é só meu silêncio.
As letras em papel, serão palavras sós ou lidas. E mesmo que não sejam lidas hoje ou amanhã, serão ainda palavras até serem apagadas ou queimadas.
Letras desenhadas, fotografadas, gravadas, gestuais, não ditas. Palavras que faço para mim ou para o mundo.
Queria ir para a montanha gritar quietinha minhas palavras.
“Cala / Ouve o silêncio / Ouve o silêncio / Que nos fala tristemente / Desse amor que não podemos ter.” Vinicius de Moraes / Claudio Santoro
